quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

A estreia de Musicando, por Victor Nascimento

Dando sequência às estreias dos nossos colunistas no Baticumbum (conheça todos aqui), publicamos hoje o primeiro texto de Victor Nascimento.



Um salve todo especial para a galera do Carnaval, do samba, do pagode e todos os segmentos afins! Dou início hoje à minha coluna. Por aqui, falarei sobre novos e consolidados talentos, sobre estudos musicais, preferências, bandas, sambas de enredo e tudo o mais que possa interessar, entreter e oferecer conhecimento a quem estiver interessado em saber mais sobre o segmento gaúcho.

Aproveitando-me da recente comemoração do Dia do Músico, em novembro, vou abordar um tema que gera curiosidade para quem não acompanha o cenário musical de perto. Para esses, aí vai um questionamento: músico bom é somente aquele que lê partitura? É somente aquele que tem no estudo da música o seu ponto forte? Vamos pensar um pouco!

À medida que você começa a aprender e a entender música, a descobrir sua área de atuação dentro dela, e começa a ficar mais exigente, é notória a mudança de status que essa arte terá dentro da sua vida. Para aqueles que têm um contato musical desde pequeno, é claro que se requer um aprimoramento. E, justamente, o aprimoramento tem um ônus.

Estudar música é custoso tanto quanto estudar em qualquer outra área, e, assim como em qualquer outra área, perdem-se músicos e perdem-se artistas que muitas vezes não têm o poder aquisitivo para seguir adiante com sua vocação e manter os estudos... Estudos que ser um divisor de águas na vida de qualquer aspirante a esta à carreira, à profissão... Aliás, profissão? Pois é... 

Embora haja preconceito de muitos e para muitos, ser músico é, sim, uma profissão. A principal diferença da profissão músico para qualquer outra é que a música é uma arte e, para tanto, é preciso ter o dom. O dom você aprimora, faz lapidações, controla, educa. Mas, se não existir esse pequeno ingrediente, não há “profissionalização”, não há “cursos técnicos”, não há “TCCs comprados” e muito menos “aluguel de talento” que possa suprir esse quesito primordial. Muitas profissões se aprende por necessidade, escolhe-se por lucratividade, às vezes por direcionamento a uma qualidade de vida... Aí que está o grande fascínio que envolve esta arte que leva diferentes sentimentos a qualquer mortal.
A música tem que ditar a pulsação de quem a executa, tem que correr livremente pelas veias de quem a quer, tem que ser entendida e respeitada. Estude sim, mas não se torne bitolado musicalmente ao ponto de perder a sua essência. Dom é um atributo, não é qualificativo e sim essencial. 

Portanto, nossos artistas, talento neles!!!

2 comentários:

Deise disse...

Ótimo texto...bela estréia Vitinho!

Anônimo disse...

A música tem que ditar a pulsação de quem a executa...tem que ser entendida e respeitada. Estude sim, mas não se torne bitolado musicalmente ao ponto de perder a sua essência.

VITNHO, ESTE TRECHO ACIMA RESUME A ESSÊNCIA DESTE BELO ARTIGO ESCRITO POR TI. PARABÉNS!! ACHO QUE ESTAMOS GANHANDO UM GRANDE ESCRITOR. ABRAÇO.

Roberto Pinheiro ( Chico )
Estação Primeira de São Léo