sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Estreia a coluna "Conta Aí", por Gisele Mendonça

Dando sequência à estreia dos novos colunistas do Baticumbum (conheça todos aqui), eis a primeira publicada por Gisele Mendonça. 



O sapato que voa

A história do Carnaval é composta por todos que admiram e participam dessa festa popular. E não há quem não tenha suas próprias histórias, muitas inusitadas, algumas engraçadas, tristes, polêmicas, marcantes... Esse é objetivo da coluna: contar a sua história, aquela história de Carnaval que você (ou algum amigo ou parente) adora contar para todo mundo!

Isabel Mendes, rainha da bateria da Unidos de Vila Isabel há nove anos, é a primeira personagem. E ela nos relatou um “mico” vivido na quadra da Praiana este ano. 

Conta ai, Isabel...
Isabel na Muamba de 2012  - Foto: Cíntia Rodrigues
“Sexta-feira, dia 23 de novembro de 2012. A Vila Isabel teve uma apresentação na quadra da Praiana. Fui informada de que eu deveria estar na quadra da coirmã às 23h. Infelizmente, informei a minha diretora de destaques que eu não teria como comparecer ao show, pois sairia do trabalho loja neste mesmo horário.

Lembro-me que, nesse dia, tive que fechar a loja em que trabalho e, quando percebi, já tinha perdido meu ônibus pra Viamão. Então, pedi carona para um colega até o ponto de táxi, mas percebi que estava menos perto da Praiana. Sabendo que minha Vila ainda não tinha se apresentado, fui lá ver minha escola.

Quando cheguei, vi que o grupo show ainda estava se arrumando. Deu uma vontade de ir até minha casa pegar a roupa e dançar junto. Eu sabia que não daria tempo, mas fiquei triste. Mesmo assim, não fui embora e, já que eu estava lá, resolvi ficar ao lado do presidente da minha escola. Comigo, estavam algumas pessoas da coordenação, da diretoria e a minha amiga Viviane Rodrigues, madrinha de bateria da Restinga.

Ao ver todo ao grupo show entrando, me deu uma vontade de ir pra frente da Furiosa. Não me contive e comecei a dançar ali mesmo, no canto. O clima do show e a batida da bateria estavam tão bons, enlouqueci sambando. Quando fui fazer um pulo, meu sapato foi parar no meio do primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, William e Andreisa. Mas calma, não aconteceu nada de grave!!!! Eu é que fiquei com uma vergonha louca, pois todos na quadra ficaram me olhando e rindo. Fui tentar mostrar meu samba no pé e mostrei foi o pé, perdendo o sapato e quase atrapalhando o show!"


São histórias simples como essa que podem fazer o nosso Carnaval inesquecível. Se você também tem algo para contar, entre em contato pelo e-mail gisele@baticumbum.com.br. Não precisa ser destaque, não. Basta ser um apaixonado por Carnaval e participar de alguma maneira. 

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