sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Na Arquibancada: Os pecados de todos nós


Descendo da arquibancada para comentar os sete pecados capitais. Certamente, algum premiado carnavalesco ou escola “de ponta” já deve ter apresentado tal tema, mas decidi agora nestas oportunidades oferecidas pelo Baticumbum compartilhar minhas impressões. Por que não fiz antes? Deu preguiça, oras.

Passemos às reflexões... Enquanto muitos artistas do samba, passistas, mulatas, portas bandeiras, mestres salas e tantos outros destaques que passam um ano inteiro de privações – cuidados com a forma física e o corpo, por exemplo -, há uma parcela significativa de carnavalescos que, literalmente, “enchem o balde” e entregam-se às delicias da boa mesa. O que seria isso?

Digamos que, em muitos casos, um apelo à gula. Isso mesmo. Há um momento social na vida das pessoas em que é preciso selecionar os eventos. O que isto significa? Priorizar ou moderar “na pegada”. Ou seria garfada? Se temos 3 jantares com samba na noite, devemos comparecer a todos os compromissos, porém a “comilança” deve ser apenas num. Por que? Simples. Olha a gula chegando, aí gente!!

Os figurinos do enredo são apresentados e alguns apresentam um estilo muito recatado. O que fazer se a mulata quer valorizar o corpo? Correr e procurar o estilista/figurinista e reformular o modelito. A moça chega dizendo - “Precisamos evidenciar o corpinho que Papai do céu me deu!”.

Isto é um detalhe pequeno para cairmos nos braços da luxúria. Duvida? Então relembre a ousadia de algumas fantasias durante os desfiles? Não disse a vocês??

Chega o momento de conversarmos sobre a avareza. Eta, assunto delicado. Enfim, não dá para
escapar, pois o compromisso é abordar todos os pecados capitais. Sabe aquela ideia de tema enredo? Aquele contato novo do fornecedor dos instrumentos ou das plumas? O fornecedor de bebidas mais baratas que poderia favorecer a co-irmã? Pra quê? Se minha copa tá abastecida.

Infelizmente, tais situações existem no meio. E vaidade e inveja, podem ser consideradas “parentes”? Podem sim, inclusive podem desfilar lado a lado, muito próximas. Qual o problema que vês se minha passista principal desfilar mais bela e bonita, diferente da outra agremiação? Nenhum. Desde que, tal situação não agrida ou deprecie a imagem dos demais integrantes da Escola.

Por exemplo, a vaidade individual de alguns não deve custar um maior investimento do que os recursos destinados a todos os chapéus da bateria. Como assim? Simples. Por vaidade da moça e falta de critérios da diretoria, o apelo é atendido - um “capricho exagerado” da primeira porta bandeira, assim como o luxo do intérprete principal em detrimento de um coletivo maior. Como escapar disso tudo? Quem sabe buscar constantemente o equilíbrio nos investimentos, a valorização das pessoas (coletivo). Como um time de futebol, o Carnaval é função coletiva. Reuniões a portas fechadas ou tratamentos diferenciados demais só oportunizam “fogueiras de vaidades” desnecessárias.

E a ira, onde entra?? Imaginem os momentos que seguem a da apuração das notas e a descoberta de que, os jurados que vieram de fora da Cidade para julgar os quesitos, atrapalharam-se(?), ou por deficiências técnicas ou má fé, prejudicaram o resultado da escola favorita segundo a “voz do povo”. Não dá uma raiva na gente?? Muita. Ira total escorrendo pelos braços.

Faltou algum. Sim, a soberba. Em que situação? Pode ser até mesmo de alguns dirigentes ou destaques logo após a divulgação dos resultados. Sejam nas entrevistas, nas rodas de samba ou na entrega da premiação.

E era isso, comemorando a repercussão da publicação da Coluna “Na arquibancada” , da
ampliação do número de acessos no armazemdoseubrasil.blogspot.com e do crescimento da
audiência na rádio (www.radioestacaoweb.com – todos os domingos, das 13h às 15h) retorno ao
meu lugar privilegiado na arquibancada e até semana que vem.

Abraços a todos.
Edinho Silva

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