sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Na Arquibancada: Você tem fome de que?



Descendo da arquibancada...

Nos anos 90, o rock nacional destacou vários grupos e enérgicos hits. Os Titãs, Arnaldo Antunes, Sérgio Brito e Marcelo Fromer, compuseram “Comida”. A música tinha um trecho que dizia o seguinte: “A gente não quer só comida...A gente quer comida, diversão e arte. A gente quer saída, para qualquer parte”.

E no samba não é diferente. Coisa bem boa é a produção de pasteis fritos e oferecidos pelas Baianas durante os ensaios. E os espetinhos na saída? Delicia. Embora não saibamos a procedência das carnes, o aroma é coisa de louco.

Mas, nem tudo é calmaria no mundo gastronômico nos períodos momescos. Confesso que algumas situações me aborrecem um pouco. Os malditos galetos das alas, por exemplo. Por que?? Simples.

Mesmo reconhecendo a finalidade arrecadatória de recursos para contribuir na confecção de fantasias e outras despesas, o baixo valor dos insumos (a coxa e sobrecoxa é barata pra caramba e tal), entre outras coisas, não me conformo com frangos no espeto. Por que?? Por que??

Poderia ser frango grelhado ou simplesmente desossado, pois seriam apresentados com uma forma diferente das refeições gaulesas. Evitando, com isso, a chocante imagem de Asterix. E por que não um fricassê? Ou uma galinha “escabelada” (desfiada com batata palha e molho branco)? Ou um risotão básico mesmo? A galinha envolvida no cardápio é a mesma, afinal de contas! Em algumas situações, a galera ainda capricha no Buffet de saladas (tomate, cebola e alface) e frutas da época (laranja e banana). 



Outro fator de aborrecimento são os valores cobrados pela comida nos dias de desfile. Se formos na feira livre ou no supermercado mais caro da cidade, poderemos encontrar um quilo de batatas por R$ 4. Por que temos que pagar R$ 15 por um pratinho modesto de fritas? E o cachorro-quente? Parece que estamos todos na Disney ou no Planeta Atlântida, no verão do litoral gaúcho. Por que cachorro-quente a preços de bauru de filé com queijo provolone?

Alguns comerciantes alegam que é a livre LEI DE MERCADO. Eu confesso, guardo meu dinheirinho, atravesso a Cidade e me jogo no único e tradicional pico de Porto Alegre que oferece churrasco, carreteiro e feijão mexido no madrugadão. E quando estou “descapitalizado”?? Sanduiche de pão de forma, com ovo, presunto, queijo, tomate, alface, maionese. É mico? Que nada, Vergonha é passar fome.

Agora com licença que voltarei para a arquibancada...comer meu sanduba. Fechado??

Abraços e até semana que vem.
Edinho Silva – do Baticumbum e do Armazém do seu Brasil

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