sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Na Arquibancada: As paixões verdadeiras


Descendo da arquibancada para compartilhar um sentimento de dúvidas.

Outro dia, enquanto aguardava o desembarque no Aeroporto Salgado Filho de um casal de amigos paulistas que, passariam férias pelo RS presenciei uma cena interessante. Parte de uma animada torcida local, aguardava a chegada de um jogador de futebol brasileiro que viria disputar o Campeonato Nacional por uma equipe da dupla GRENAL. Bandeiras, apitos e faixas se agitavam. Pessoas se acotovelavam. A euforia dos torcedores era intensa. Eis que surge o craque, no mesmo vôo que o casal de amigos.

Enquanto o atleta era recebido com a camiseta do novo clube, beijando o distintivo (aquelas coisas de paixão fugaz), EU recebia meus amigos com um caloroso abraço e a promessa de algumas Polar, churrasco e muito samba. O jogador dirigia-se para o estádio, onde daria uma entrevista coletiva. E nós para minha "humilde residência". Por alguns momentos ficamos observando a empolgação das pessoas, os "famosos beijos" no simbolo do time. O que um time tem de mais sagrado. Mais ou menos parecido com um pavilhão de uma escola de samba.

Falando em samba, a mulher do meu amigo, perguntou se aachava que a demonstração de afeto do atleta era sincera, de coração. Seu marido, corintiano roxo, participante atento da conversa disparou uma pergunta que não soube responder. Perguntou ele: "Quando os destaques de Carnaval do Sul, trocam de escola (alguns ao final do desfile, inclusive) ou em meio à temporada, também distribuem juras de amor à nova escola como em outras capitais?? E a fidelidade, onde fica?? Pergunta o cara. Não soube responder.

Lembrei de casos de jogadores de futebol que chegam beijando os distintivos e não completam 2 meses no Clube. Meia dúzia de telefonemas, alguns contatos e uma pasta de grana os remete para o Leste da Ucrania, Norte da Indonésia, ou Sul do C não sei o que estão. Enfim, não esquento banco mesmo. No Carnaval ouça algumas histórias de acordos não cumpridos, ou acordos curtos. Rompimentos unilaterais em meio à caminhada. Afinal, os beijos nos estandartes ou nas bandeiras (pavilhão) são técnicos também??

Perguntarei a opinião ao meu professor, no curso da AECPARS, o Zé Cartola, aos premiadíssimos Marcelinho, ao Chula, ao Odair ou quem sabe aos ilustres convidados do Padede do samba?? Assim poderei retribuir a visita ao casal paulista com alguma consideração.

Voltando para a arquibancada...e convidando para as comemorações do aniversário do Armazém do seu Brasil, no dia 27/10, no Clube Silêncio - João Alfredo, 449, com Batucada do Armazém, Mauro Sorriso, Regional Especiarias, Juliano Barcelos do Puro Astrhal e muito mais.

Vamos?? Até a próxima semana. Beijos a todos.

Edinho Silva do Baticumbum e do Armazém do seu Brasil

Um comentário:

Armazém do seu Brasil disse...

Os profissionais citados na minha postagem, além de uma reconhecida homenagem pelos serviços prestados ao Carnaval de Porto Alegre, possuem estrada e vivências para subsidiar ainda mais meus argumentos. Simples. abraços.