sábado, 2 de novembro de 2013

Na Arquibancada: Os Canários do Sul


Descendo da arquibancada para cantarolar com nossos leitores.

Outro dia escrevi em algum informativo, não lembro se era no Armazém do seu Brasil ou no BATICUMBUM, ou até mesmo um outro espaço, sobre a forma como acordava no período pré-Carnaval na minha adolescência. Dormia mais tarde nos finais de semana, pois o canto da grande Maria Helena Montierr, na época primeiro microfrone dos Imperadores do Samba, chegava até minha casa. Coisa boa.

Depois, quando podia, chegava com os amigos até a Unidos do Umbú, na Medianeira, para conferir o Luiz Fernando Lima, também conhecido como MENECA, para conferir o canto e as composições de sambas daquela escola. Os corneteiros afirmavam que o moço não podia pensar em algum enredo ou samba que inibisse seu pedido para os céus mandarem água. E como chovia quando o Umbú desfilava.

Certa vez, um parceiro que era o passista principal da Escola desfilou com uma fantasia bem bacana de guerreiro tribal, tecido de tigre e tal. No meio da avenida, caiu o "toró" e o cara chegou na dispersão parecia o Tarzan. Da roupa do príncipe negro só sobrou a sunga. Todo molhado a realeza.

Nesta mesma época, meu medo em relação às pessoas mascaradas também foi embora. Por que? O Jajá, lá na Praiana, gostava de cantar Bailes de máscaras e assemelhados. Desafiava os pierrôs a tirarem suas máscaras. No embalo e na empolgação, o mesmo Jajá imortalizou sua voz lá nas bandas dos Bambas quando cantou o tema de aniversário da escola. "Eu sou passado, eu sou presente, eu sou futuro...batam palmas..." e desfilou cantando 40 anos de vida da azul e branco. Cantou, ainda, a inesquecível Festa de Batuque.

Lá na verde e branco da Ipiranga ouvia-se uma voz, igualmente inconfundível. Quem era?? Um senhor conhecido como Dodô. Vozeirão, diga-se de passagem. No passado ouvi um outro que era conhecido como Chico Graça. Aliás, muito animado. Conheci também, lá da Restinga, os irmãos Paulo - o Paulinho Durão e o Paulão da Tinga. Putz, baita dupla.

E já que comecei a falar em família, mencionarei o Claudião e o Nego Edu. Um do coral e o outro da roda de partido alto direto para a Avenida. Do bairro rio Branco, mais irmãos - os Dornelles. O Gilson, o Gilmar e o Gegé - trio da pesada. E o Cláudio?? Quanto BARULHO bom fez este cara.

Tinha também o Frank, como era chamado por alguns o Carlos Medina. Dizem as boas línguas que quando o cara cantava... " Alô, harmoniaaaaaaaaaa!!". De fato, o mar, ou rio, lagoa tudo ficava vermelho e branco. Ele partiu, mas deixou herdeiros e, outro dia, ouvindo o Márcio Medina cantar, confirmei a genética. E de Viamão, veio o moço que não gosta de férias. O Aryzinho. Por que?? Simples. Abre o microfone, cantando: "...Vamos trabalhar, trabalhar, trabalhar...".
Da cena contemporânea, destaco vários. O Renan Ludwig (Imperatriz Dona Leopoldina), Alexandre Belo (Império da Zona Norte), Viny Machado (Imperadores do samba), Sandro Ferraz (Restinga), Kaubi (Samba Puro), Joel e Wilsinho Melodia. A musicista Mayara Leal e a black soul Andréia Cavalheiro.

E os Bambas, entram mudos na avenida?? Nada. Quem lidera o time de vozes é o FÁBIO ANANIAS. O mesmo moço que divide com o Gilmar Dorneles e o Volnei Neves os microfones da Batucada do Armazém (sexteto de samba de nego véio da melhor qualidade). Junta-se aos canários citados: o Tiago Titi e suas "ferramentas" de percussão e os compositores, Roberto Nascimento (cavaco) e Rogério Sete Cordas (violão).

Por que não falei nos talentosos canários cariocas?? Não sei. Precisa importar gente de fora?? Acho que não. Aliás, outro dia compartilho um sentimento que tenho a respeito dos últimos festivais de Sambas Enredos.

Se cantar é bom para espantar os males, a terrinha tá bem representada nos carros de som. Tô mentindo??

Voltando para a arquibancada e lamentando a ausência dos amigos(?) na comemoração do aniversário da Batucada e do Armazém do seu Brasil. Vida segue com o Armazém do seu Brasil (www.radioestacaoweb.com), das 13h às 15h, todos os domingos.

Vamos?? Até a próxima semana. Beijos a todos.
Edinho Silva do Baticumbum e do Armazém do seu Brasil

3 comentários:

fábio Ananias disse...

Sem palavras amigo Edinho muito bom seu comentário principalmente quando fala que não preciza de nimguém de fora .. Aqui tem gente muito boa parabéns..fábio Ananias

Anônimo disse...

Acho muito legal quando acontece este tipo de reconhecimento para com nossos intérpretes,a pena é que ao citar nomes pode acontecer de esquecermos algum, como neste caso que não foi citado o nome do LÚ ASTRAl, o mesmo ganhou neste carnaval o troféu de melhor intérprete, mas claro que não foi intencional e tu saberás contornar, um abraço

Anônimo disse...

gostava muito do rapaz aquela lá de São leopoldo Cesinha , que era da imperatriz,mas não sei aonde anda agora