terça-feira, 4 de março de 2014

A última noite de disputas no Porto Seco


Foto: Marcos Pereia

* Por Rosângela Santos e Gisele Mendonça

UNIDOS DE VILA MAPA
Fotos dos desfiles: Joel Vargas, Ivo Gonçalves e Anselmo Cunha, PMPA



Primeira escola do Grupo de Acesso a cruzar a avenida na última noite de desfiles do Carnaval de Porto Alegre, a Unidos de Vila Mapa cumpriu bem seu papel.

Empolgada e vibrante para cantar sua homenagem ao escritor Mário Quintana, a escola da Lomba do Pinheiro fez um espetáculo bem organizado, com 15 alas parelhas e fantasias e carros alegóricos bem acabados. Em algumas das alas, no entanto, foram vistos alguns componentes sem os adereços ou descalçados.

Com Sandrinho Jessé levando o samba composto por ele mesmo e a levada bonita da numerosa bateria de mestre Nando, a Mapa teve o retorno de seus componentes, que cantaram do início ao fim.


OS FILHOS DA CANDINHA
 
 

Um desfile de altos e baixos foi apresentado pela segunda escola a entrar na avenida. Amparada pela garra de sua comunidade, a Rainha da Zona Leste obteve resposta dos componentes ao empolgante samba interpretado pelo experiente Gegê Dornelles, com todos cantando a homenagem à Viviane de Iansã.

Do alto do último carro, a homenageada interagiu muito com o público, honrada pela oportunidade de mostrar que religião também é cultura, também é Carnaval.

A comissão de frente Comishow gerou um grande primeiro impacto ao desfile. A bateria do Mestre Michael Douglas veio redonda. A quantidade de crianças na Candinha também emocionou.

Mas, apesar dos aspectos positivos, a falta de poder aquisitivo da agremiação ficou clara no visual. Pequena, fez uma concentração desorganizada, passando toda as alas à frente da bateria.

O casal de mestre-sala e porta-bandeira sofreu um atraso em função de a fantasia da Thalita não ter ficado pronta.


ESCOLA DA GLÓRIA
 
 


Grande estreia da Escola de Samba Glória no Carnaval oficial de Porto Alegre. Terceira a desfilar no Porto Seco, a agremiação alegrou a avenida com suas alas numerosas, muita coreografia e fantasias de efeito visual. Feitas com materiais alternativos, foram todas confeccionadas pela escola, com capricho no acabamento.

Embalada pela harmonia do intérprete Ederson, a caçula da disputa cantou com muita alegria, sem deixar a chuva lavar seu ânimo ao representarem o enredo que roga pelo sonho de um mundo melhor.

Apesar de surpreendente e organizada, enfrentou uma dificuldade durante a apresentação do seu casal de mestre-sala e porta-bandeira ao segundo módulo de jurados. A ala que vinha atrás não parou e a dupla foi atravessada pelos componentes. Apesar do problema da evolução, o mestre-sala Guto estava confiante:

 - O desfile da escola foi muito bom. Mesmo com a ala não tenha nos dado espaço, conseguimos executar nossa coreografia.

Outras duas dificuldades foram a falta de uma composição no primeiro carro e a passagem de ala descalça.

O presidente Balau declarou que a escola chegou para ficar e mostrar resultados no Carnaval de Porto Alegre, com união de sua comunidade.



ACADÊMICOS DA ORGIA



A tradicional verde e branco emocionou ao levar para a avenida uma homenagem ao eterno Carlos Medina. Puxada por Fladimir Goulart, a escola cantou e respondeu à bateria do Mestre Giraia.


Zé e Zanza, primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, veio apresentado pelo filho, William, primeiro mestre-sala da Unidos de Vila Isabel.


Mas na avenida ficou evidente, também, a dificuldade financeira que marcou o pré-Carnaval da escola, com poucos componentes e simplicidade.


O que não aguou a confiança da agremiação:

- A escola veio dentro do panejado. A chuva atrapalhou, mas mesmo assim estamos confiantes - declarou o presidente Cy.


APITO DE OURO
 
 

Penúltima escola a desfilar no Carnaval de 2014, a Apito de Ouro mostrou a força do Carnaval metropolitano. A escola de Tapes foi uma das melhores na avenida. Muito completa quanto às fantasias, no entanto, sofreu uma dificuldade no segundo carro: a escultura alusiva a Nelson Mandela veio com a cabeça quebrada, fora do corpo.

De qualquer maneira, foi um grande desfile, com alegria, energia e organização. Componentes responderam muito bem ao samba puxado por Flavinho Jr e embalado pela cadência da Mestra Alexsandra.

- E mesmo com chuva, os componentes estavam empolgados, cantando - declarou o diretor de harmonia, Tom Astral.

REALEZA



E veio a Realeza brindar o encerramento de uma maratona de quatro dias de desfiles do Carnaval dde 2014. E veio com astral, visual e organização de escola que brigará justamente pelo topo da classificação do Grupo de Acesso, em busca de seu retorno ao Grupo A.

Abaixo de muita chuva, o intérprete Paulinho Durão, uma das joias da agremiação, arrasa e não deixa a escola perder a energia, colocando todos para cantarem seu enredo "Quem tem padrinho, não morre pagão".

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