segunda-feira, 3 de março de 2014

O desfile de amor e garra da Samba Puro

* Por Rosângela Santos

De volta ao Grupo Especial cantando sua homenagem às Marias, a Academia de Samba Puro se apresentou com muito samba no pé e no gogó. A escola teve no seu chão o ponto alto, ao cruzar a avenida contornando dificuldades evidentes com a garra e o amor de sua comunidade.

Ainda na concentração, algumas finalizações eram feitas nas alegorias, inclusive no abre-alas, para tentar amenizar as deficiências de acabamento. Com isso, a arrancada segurou um pouco a evolução e o efeito foi sentido na segunda metade da apresentação, quando foi necessário acelerar o andamento do desfile. E esses foram os maiores problemas do desfile da escola.
 
 

Inconfundível e tradicional, a cadenciada bateria da escola do Morro da Conceição deslizou pelo Porto Seco redonda e firme, harmonizada perfeitamente com o carro de som puxado pelo intérprete Kaubi Tavares.

Grávida de quase cinco meses, a porta-bandeira Guislaine Pereira se apresentou com leveza ao lado do seu mestre-sala, Ulisses Guimarães. Os sorrisos após os módulos demonstravam que a sensação do casal era de trabalho feito em busca de notas preciosas.



À frente do abre-alas, uma ala de estandartes formada por alunas do Padedê do Samba coreografava o nome da entidade. Logo atrás, sobre o tradicional pandeiro da Samba Puro, rodava a consagrada Cristiane Pereira, que este ano trocou o estandarte para estrear como porta-bandeira a Protegidos da Princesa Isabel no desfile de domingo.

Na avaliação do presidente Mário Jefferson, a escola honrou seu compromisso e fez um grande desfile. A escola saiu da avenida em 71 minuto.

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